Um homem não deveria odiar nenhuma criação viva. Que ele seja amigo e compassivo com todos. Ele deve libertar-se da ilusão do "eu" e "meu". Deve aceitar o prazer e a dor com igual tranquilidade. Deve perdoar, sempre contente, controlado, unido constantemente a Mim em sua concentração. Sua resolução deve ser inabalável. Deve ser dedicado a Mim no intelecto e na mente. Tal devoto Me é querido.
Nem ele molesta seus companheiros, nem se permite ficar perturbado pelo mundo. Não oscila mais entre a alegria e a inveja, ansiedade e medo.
Ele é puro e independente dos desejos do corpo. É capaz de lidar com o inesperado; preparado para tudo, não perturbado por nada. Não é nem vaidoso, nem ansioso pelos resultados e suas ações.
Ele não deseja ou se rejubila com o que é agradável. Não recua diante do desagradável, ou se entristece por isto. Permanece intocado pela boa ou má fortuna.
Sua atitude é a mesma com o amigo ou o inimigo. Ele é indiferente à honra ou insulto, calor e frio, prazer e dor. Está livre do apêgo. Considera o elogio e a culpa igualmente. Pode controlar a sua fala. Está contente com qualquer coisa que consiga. Seu lar está em todo lugar e não está em lugar nenhum. Sua mente está fixa em Mim e seu coração está cheio de devoção. Ele Me é querido.
Praticar a concentração da mente com discernimento é melhor certamente do que a repetição mecânica de um ritual ou oração.
BHAGAVAD GITA |